• Alexandre Nasiasene Gomes

Espaço Multiplicidade promove 1º Encontro Regional de Economia Solidária do Projeto Ações Integradas


Cristiane Santos coordenou os trabalhos do 1º Encontro Regional de Economia Solidária – Território Leste – Paranoá, que faz parte de outras ações semelhantes que estão acontecendo em várias cidades brasileiras.

Coordenadora do Projeto “Ações Integradas de Economia Solidária”, ela deu início ao evento falando sobre a “técnica da lata”, que ela inventou para guardar dinheiro para momentos mais difíceis. Planejamento é um dos pontos para o começo da conversa e a sua própria história de superação de momentos difíceis e dívidas através da consciência da gestão financeira. Depois de Cristiane Santos, Haroldo Mendonça, Coordenador-geral de Comércio Justo e Crédito, Departamento de Fomento à Economia Solidária da Secretaria Nacional de Economia Solidária – Ministério do Trabalho e Emprego, que falou sobre a importância do projeto, que pode levar o DF como modelo para o país na área da Economia Solidária. Haroldo salientou que é o momento da ação percebida na ponta, de maneira prática e real para as pessoas. A experiência para o Brasil poderá ser consolidada a partir da criação da metodologia que está sendo desenvolvida pelo Projeto de Ações Integradas de Ações Solidárias, como necessidade da sociedade que deseja trabalhar com os princípios da Economia Solidária, que aliás, são princípios que sempre existiram, seja através do cooperativismo, coworking (mais recentemente) que busca os princípios da autogestão, colaboração e trabalho em grupo.

Haroldo ressaltou a importância das iniciativas que buscam organizar os empreendedores coletivamente e aí entra a capacitação. Assim, grupos que se organizam para resolver problemas de origem econômica, consolidando a sustentabilidade dos negócios de base coletiva. O Programa tem, assim, ações de capacitação e planejamento através de planos e negócios ou planos de vida para ajudar as pessoas a consolidarem seus empreendimentos. O Espaço Multiplicidade será responsável por consolidar uma série de metodologias inovadoras para levar planejamento com modelos e boas práticas como o Design Thinking, boas práticas em gestão com métodos ágeis e muitos conceitos que são utilizados nas famosas “Startups”, que são acima de tudo, negócios em fase inicial que buscam encontrar modelos de negócios, geralmente que inovem para poder serem multiplicados. Um Plano ou roteiro será consolidado pelos consultores do Espaço Multiplicidade, ao mesmo tempo que estarão presentes através dos agentes, na ponta do processo.

A Política da Economia Solidária continuará a ser trabalhada em um ambiente institucional favorável as ações no temas da política ambiental, finanças solidárias e autogestão. Por exemplo, as iniciativas coletivas serão incentivadas através de novas ações, como o decreto que reconhece os empreendimentos de economia solidária, aptos a pegar empréstimos a 8% ao ano, com apoio do Governo Federal para ajudar associações e cooperativas, O cadastro nacional servirá como reconhecimento pelos Bancos, da economia solidária,para linha de financiamento público focada para os empreendimentos, com condições muito favoráveis para os tomadores de empréstimo. Assim, os empreendedores poderão contar com o Aval do Governo Federal e assim, investir em seus negócios solidários.

Os números do projeto são: 100 empreendimentos mapeados para serem trabalhados com apoio e consultoria prática para ajudar a desenvolver estes negócios. A meta são 39 planos de negócios, porém com novas modelagens de negócios, a meta será atingir os 100 empreendimentos, valorizando a organização individual de cada caso, para que juntos, os negócios se fortaleçam. Haroldo salientou a importância de se reconhecer que a capacitação (oficinas, workshops e consultoria especializada), também são investimentos importantíssimo para melhorar os negócios coletivos.

Que tipos de serviços serão levados aos grupos formais e aos informais? As melhores oportunidades serão, certamente, para os empreendimentos que estejam formalizados, porém, as pessoas ficarão à vontade para se formalizarem ou não.


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