• Alexandre Nasiasene Gomes

Hackacity Guará – Mutirão Cidade Inteligente

Atualizado: Jul 8


A Campus Party Digital Edition (https://brasil.campus-party.org/) acontece de 09 à 11 de julho, simultaneamente em mais de 30 países ao redor do mundo. Com palestrantes nacionais e internacionais incríveis. É o maior Call for Ideas que a humanidade já viu para descobrir as melhores idéias para reiniciar o planeta. Serão seis palcos, divididos entre temas e convidados locais e internacionais.






E o tema principal do evento é “Reboot the Planet”, segundo Paco Ragageles que é um dos Fundadores da Campus Party o objetivo é apresentar ideias para reiniciar o planeta, para que saiamos melhor dessa situação, afirmativa realizada em transmissão ao vivo que anunciou a realização deste evento digital mundial.


E o Projeto Projeto #Hackacity Guará – Mutirão Cidade Inteligente foi escolhido pela Equipe da Campus Party para ser tema em painel no Palco “Green Deal” que ocorrerá no dia 11 de julho às 17h35, previsto para terminar as 18hs. Os internautas poderão entender como o Guará, cidade próxima ao plano-piloto, em Brasília, está se reconectando através de uma rede social local e digital e assim, fazendo o seu próprio reboot com aplicação de metodologia da Rede Brasileira de Cidade Inteligentes e Humanas e uma década de experimentos no Espaço Multiplicidade Escritório Colaborativo e Co-criativo que tem como objetivo estratégico conectar pessoas, ideias e tecnologias em todos os lugares.


SAIBA MAIS SOBRE O GUARÁ

Foto: Jornal do Guará


A cidade "satélite" do Guará, como também são conhecidas as cidades próximas ao plano-piloto de Brasília, teve as primeiras oitocentas primeiras casas construídas em mutirão pelos funcionários da Novacap que nelas iriam residir, em 1969. A nome da região administrativa no centro-oeste do Distrito Federal vem do Córrego Guará, que corta toda sua área, em homenagem ao lobo-guará, animal do Planalto Central.

Segundo a Agência Brasília, são 134.255 moradores em 2018, sendo 53,8% do sexo feminino, registra média de idade de 35,6 anos e renda média domiciliar de R$ 9.201. Da população ouvida para a amostragem, 45,4% se declaram solteiros, 36,8% casados, 6,9% divorciados, 4,1% viúvos e 3,3% em união estável registrada em cartório.


Os dados da Pesquisa Distrital por Amostragem de Domicílios (PDAD), divulgado no final de abril, revelam que o Guará apresenta índices superiores aos da média de dados coletados em toda a população do DF. Enquanto no Distrito Federal 34,3% da população tem ensino superior, no Guará metade dos moradores já passou pela faculdade (50,3%). Plano de saúde, por exemplo, que em toda a população atende 35,9%, no Guará chega a 58,8%. O percentual de alunos que frequentam escolas públicas na região é de 45,1%, contra 67,6% em todo o território.


Metodologia CHICS - Cidade Humana, Inteligente, Criativa e Sustentável

Uma cidade inteligente é muito mais do que uma cidade tecnológica, ou digital. A cidade inteligente trabalha todos os seus aspectos urbanos, ambientais, econômicos, de gestão, e principalmente sociais.


Ter um Plano Nacional de Cidades Inteligentes, com programas que nos conduzam na construção de cidades, estados e País da forma correta, é vital para que o Brasil não cometa os mesmos erros do passado, quando - por absoluta falta de planejamento e estratégia - construiu políticas equivocadas que não se sustentavam ou não se integravam com as demais, atrasando por décadas nosso desenvolvimento.

O tema envolve o desenvolvimento urbano, o desenvolvimento sustentável, mas também o desenvolvimento científico e tecnológico, o desenvolvimento econômico, e obviamente necessitará de legislação específica para tratar os diversos assuntos que envolvem um tema horizontal como é o das Cidades Inteligentes.


As 5 camadas das cidades inteligentes, pela Metodologia CHICS - Cidade Humana, Inteligente, Criativa e Sustentável

  1. Primeira camada: Pessoas

  2. Segunda camada: Infraestrutura tecnológica

  3. Terceira camada: Subsolo

  4. Quarta camada: Solo

  5. Sexta camada: IoT (Internet das Coisas)


1. Primeira Camada: Pessoas


A primeira camada, e a mais importante, são as pessoas. Para se fazer uma cidade inteligente, é preciso primeiramente entender como vive a população naquela localidade, como ela se organiza, quais são suas vocações, quais problemas enfrenta, e quais suas expectativas com o futuro. Para isso, existe uma metodologia chamada Laboratórios Vivos, por meio da qual se faz uma integração entre poder público, setor produtivo, entidades de classe, entidades sociais, e população em geral, criando as conexões necessárias para que haja um Plano Mestre de Cidade Inteligente que integre as demandas, criando sinergia e eficácia nos resultados. A Economia Criativa, um dos principais motores econômicos neste século XXI, precisa ser estimulada e apoiada, para gerar novos negócios e para melhorar o índice de felicidade da população.


2. Segunda camada: o subsolo


  A segunda camada é o subsolo da cidade. É fundamental que a cidade monte seu Plano Diretor de Subsolo, entendendo como ele funciona e por onde passam suas redes de água, esgoto, telefonia, energia, fibra ótica, etc. A construção de galerias técnicas, com tubulação sensorizada, é importante para que haja uma conexão com soluções tecnológicas que podem baratear os custos de manutenção do sistema do subsolo, além de oferecer avanços em serviços, tais como coleta de lixo inteligente, bueiros inteligentes, fornecimento de água quente e de ar condicionado pelo subsolo, podendo até mesmo serem criados centros distritais de distribuição de água quente e de ar condicionado, gerando enormes economias, bem como sustentabilidade ambiental.


3. Terceira camada: solo


A terceira camada é o solo. Nesta camada, devemos pensar todos os aspectos urbanos, como a reurbanização das cidades com conceitos como de “Live, Learn and Play” e o conceito 5/10/15. A cidade deve se organizar para ter em cada localidade moradia, trabalho, educação e diversão, de uma maneira que se evitem grandes deslocamentos, combinado com um plano urbanístico que consiga contemplar o conceito de que tudo o que as pessoas fazem diariamente esteja a no máximo 5 minutos a pé; tudo que fazem semanalmente esteja a no máximo 10 minutos a pé; e tudo o que fazem a cada 15 dias ou 1 mês esteja a no máximo 15 minutos a pé. O estrangulamento de carros é necessário, para que as pessoas se estimulem a utilizar transportes coletivos. Implantar estacionamentos rotativos, para que se tornem públicas as vagas que normalmente estão privatizadas por aqueles que as ocupam por longos períodos do dia. Arrumar as calçadas, com acessibilidade, para que as pessoas possam andar a pé e com segurança. Privilegiar ciclovias compartilhadas entre modais como bicicletas, patinetes, skates, patins, etc. Alterar Plano Diretor da Cidade, obrigando que as novas construções sejam feitas com sistemas inteligentes, com captação de água da chuva, com reuso de água, com sistemas solares para aquecimento de água e para geração de energia fotovoltaica, dentre outras coisas. Enfim, pensar a cidade como um sistema integrado e sustentável.


4. Quarta camada: infraestrutura tecnológica


A quarta camada é a infraestrutura tecnológica. Uma infraestrutura tecnológica adequada para uma cidade inteligente é composta de um parque de iluminação inteligente, uma rede de fibra ótica, e uma central de operações da cidade. O parque de iluminação inteligente permite fazer a tele-gestão da iluminação pública, com enorme economia de energia elétrica e permite, também, que haja a captação de uma infinidade de informações que, com transparência e segurança, possam servir a toda a sociedade. Pelo parque de iluminação também se pode levar WiFi, com internet, para toda a população e fazer a gestão de muitas soluções tecnológicas de cidade inteligente. A rede de fibra ótica é importante para que haja a transmissão e o compartilhamento de dados, levando esses dados até a central de operações, onde esses dados são cruzados e trabalhados para que haja inteligência na gestão pública, que deve ser eficiente e eficaz.


5. Quinta camada: plataforma de IoT (Internet das coisas


A quinta camada é a plataforma de IoT (Internet das Coisas), por meio da qual a inteligência artificial trabalha os dados, emitindo relatórios gerenciais para a gestão da cidade, bem como atua para a gestão de todo o complexo tecnológico da cidade, como o sistema semafórico inteligente, a segurança pública, a educação, a saúde, e etc.


Fonte: Rede Brasileira de Cidades Inteligentes, Humanas e Sustentáveis


Inscreva-se! Venha saber um pouco mais sobre esta iniciativa.


É o Guará representado num evento Mundial. Avante!🚀


Com: Cristiane Pereira, André Gomyde e Rafael Souza


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